Entre todas as combinações possíveis com a Chapada das Mesas, o Jalapão é provavelmente a mais natural — e a mais subestimada. Os dois destinos ficam praticamente vizinhos, na divisa entre o Maranhão e o Tocantins, e juntos formam um roteiro de ecoturismo difícil de igualar: cachoeiras e cânions de um lado, dunas alaranjadas e fervedouros do outro. Neste artigo, explicamos por que essa dupla faz tanto sentido e como organizá-la.
Por que Jalapão e Chapada combinam tanto
Diferente dos Lençóis Maranhenses, que ficam longe (mais de 14 horas de estrada), a Chapada das Mesas e o Jalapão estão relativamente próximos geograficamente — a Chapada fica bem na divisa do Maranhão com o Tocantins, e o Jalapão é uma região do leste tocantinense. Essa proximidade torna a combinação muito mais lógica para quem quer aproveitar uma única viagem na região.
Além da geografia, os dois destinos se complementam em estilo: ambos são de ecoturismo, de natureza preservada, com pegada mais aventureira e estradas que muitas vezes pedem veículo 4×4. Quem curte um, tende a amar o outro.
O que cada destino oferece
Chapada das Mesas (MA): cachoeiras imponentes como São Romão e Prata, as piscinas de águas azuis do Poço Azul e Encanto Azul, o complexo da Pedra Caída e formações de arenito como o Portal da Chapada.
Jalapão (TO): os famosos fervedouros (nascentes onde a água empurra o corpo para cima, impedindo que você afunde), as dunas alaranjadas, cachoeiras e a paisagem típica do cerrado tocantinense.
São paisagens parentes, mas com personalidades distintas — o que mantém a viagem variada do começo ao fim.
A logística: como conectar os dois
A combinação exige planejamento de transporte, já que ambos têm trechos de estrada de terra e distâncias consideráveis. Algumas referências úteis:
- Palmas (TO) é um hub aéreo importante para a região e costuma ser o ponto de partida ou chegada para o Jalapão.
- A Chapada das Mesas é acessada por Carolina, que por sua vez é servida pelos aeroportos de Imperatriz (MA) ou Araguaína (TO).
- Há quem combine voos e trechos de estrada para encadear os dois sem rodar quilometragem desnecessária. Como há várias peças (voos, transfers 4×4, bases diferentes), essa é uma viagem que se beneficia muito de organização prévia.
Pela natureza das estradas e das distâncias, muitos viajantes fazem os passeios de cada destino com guias e veículos credenciados, em vez de tentar dirigir tudo por conta própria.
Quantos dias reservar
Para fazer a dupla com qualidade, planeje algo como:
- 3 a 4 dias na Chapada das Mesas.
- 3 a 4 dias no Jalapão.
- Mais os dias de deslocamento entre eles e de chegada/partida.
Na prática, uma viagem de 10 a 12 dias permite aproveitar os dois destinos com calma. Roteiros mais ambiciosos chegam a incluir também os Lençóis Maranhenses, formando uma grande viagem de 15 dias pelo Maranhão e Tocantins — mas aí a logística fica bem mais complexa.
A melhor época
Felizmente, os dois destinos compartilham a mesma melhor janela: a estação seca, de maio a setembro. Nesse período, há pouca chuva, as estradas de terra ficam em melhor estado (importante para os trechos 4×4) e as águas — tanto as cachoeiras da Chapada quanto os fervedouros do Jalapão — ficam mais cristalinas.
Por que vale contar com apoio especializado
Esta é, das combinações com a Chapada, uma das que mais cobram organização: dois estados, vários trechos de estrada de terra, necessidade de veículos 4×4 e bases diferentes. Tentar encaixar tudo sozinho, à distância, é onde muita gente perde tempo e dinheiro.
A Jericar Viagens, especializada nos destinos do Nordeste e com base no Maranhão, é uma alternativa para quem quer essa viagem montada de ponta a ponta — com os transfers, os guias e a hospedagem já encadeados de forma que faça sentido. Para um roteiro que cruza a divisa de dois estados e depende de tantos deslocamentos, deixar a coordenação com quem conhece o terreno costuma ser o que garante que a aventura seja tranquila.
